
A ABIFINA participou no dia 21 de julho, em Brasília, da 2ª reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Cadeia de Valor da Indústria da Saúde, iniciativa do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) voltada à construção de propostas para fortalecer a competitividade da indústria nacional da saúde e o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). A entidade esteve representada por Andrey Freitas, presidente-executivo da ABIFINA, e Fernanda da Costa, coordenadora da Cadeia Química, Relações Governamentais e Internacionais da ABIFINA. Também acompanharam o encontro Tatiana Ribeiro, gerente de Assuntos Regulatórios e Relações Governamentais do Grupo Centroflora e vice-presidente de Biodiversidade e Propriedade Intelectual da ABIFINA; e Walker Lahmann diretor Executivo de Relações Institucionais da Eurofarma e vice-presidente de Comércio Exterior da ABIFINA.
A programação incluiu visita ao Observatório Nacional da Indústria, com apresentações sobre estudos estratégicos e ferramentas de inteligência para apoio à tomada de decisão, seguida da reunião de trabalho do GT.
O grupo é coordenado por Juliana Megid, diretora executiva de Relações Institucionais do Grupo EMS e vice-presidente de Assuntos Regulatórios da ABIFINA, que apresentou os direcionadores estratégicos e as entregas previstas para o ciclo 2026-2027. As atividades foram estruturadas em áreas prioritárias como Governança, Estratégia e Articulação Institucional; Inovação, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I); Cadeia de Valor, Produção e Competitividade; Regulação, Ambiente Jurídico e Políticas Públicas; e Financiamento e Incentivos Econômicos.
Entre os direcionadores aprovados estão o fortalecimento da pesquisa, desenvolvimento e inovação realizados no Brasil, incluindo pesquisas clínicas; a criação de mecanismos de estímulo ao investimento em PD&I; e a qualificação de profissionais para atuação na indústria nacional e nos centros de pesquisa.
Um dos principais debates da reunião concentrou-se na proposta de criação de Centros de Competência para Formação em PD&I, concebidos para conectar empresas, universidades, especialistas e pesquisadores em torno de desafios tecnológicos estratégicos. O objetivo é ampliar a formação de profissionais preparados para atuar em áreas de alta complexidade tecnológica, reduzindo os gargalos de mão de obra qualificada que hoje limitam o crescimento da indústria. Foi destacado ainda que o Observatório Nacional da Indústria poderá contribuir para identificar demandas regionais e apoiar a localização de iniciativas voltadas à formação de talentos.
Para o presidente-executivo da ABIFINA, Andrey Freitas, a formação de talentos é um dos pilares para consolidar uma estratégia nacional de fortalecimento do CEIS.

“Essa discussão reforça que o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde exige uma estratégia de longo prazo, baseada na articulação entre governo, setor produtivo, academia e instituições de pesquisa. A formação de talentos é um elemento estruturante dessa agenda, porque é ela que permitirá ao Brasil ampliar sua capacidade de inovar, desenvolver tecnologias e fortalecer sua base produtiva. A ABIFINA defende que iniciativas como os Centros de Competência em PD&I contribuam para criar um ambiente mais favorável à inovação, à competitividade da indústria nacional e à consolidação da soberania tecnológica do país.”
As entregas previstas para 2026 incluem ainda o mapeamento dos desafios e oportunidades da cadeia de valor da saúde nos segmentos farmacêutico, farmoquímico e de dispositivos médicos, além da elaboração de diagnósticos e propostas para fortalecimento da capacidade nacional de inovação e produção.
A agenda está alinhada a temas que vêm sendo defendidos pela ABIFINA, como o fortalecimento da produção nacional, a ampliação da capacidade de inovação, a criação de um ambiente favorável aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento e o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
