Manejo eficiente protege meio ambiente e produtor, garantindo alimento saudável e seguro


Diariamente em todo o País, pulverizadores manuais ou mecanizados passam pelas lavouras para fazer a aplicação de agroquímicos nas plantas. Os produtos são responsáveis pela erradicação de pragas e doenças, garantindo a saúde de plantações de soja, milho, arroz, trigo e muitos outros produtos, responsáveis por alimentar milhões de pessoas.
O que poucas pessoas sabem é que antes de chegarem às mãos do produtor rural, os remédios para as plantas são pesquisados e testados durante anos pelas fabricantes. É o caso da Ihara, em Sorocaba (SP). Ali estão instalados laboratórios para pesquisa de herbicidas, fungicidas e inseticidas.
Na parte externa estão 35 hectares de cultivares diversos, incluindo hortaliças, frutas e grãos. “Nessas plantações fazemos os testes de eficácia e de segurança dos nossos produtos”, conta Danilo Tubaldini, coordenador da estação experimental da empresa. Em outra área, estufas guardam mudas de diferentes plantas, incluindo ervas daninhas.



Empresas desenvolvem programas de treinamento e orientação de produtores para o uso correto de agroquímicos


Os pesquisadores criam o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças, em condições restritas e com o máximo de segurança. “Temos que saber em que condições as doenças se manifestam e desenvolvem, para que nossos produtos as combatam de forma eficaz”, explica Tubaldini, no vídeo.
Além da eficácia, as empresas do setor se preocupam cada vez mais com a segurança e o impacto ambiental de seus produtos. Por isso, muitas delas já possuem programas de treinamento e orientação de produtores, como é o caso da Dow Agrosciences. Desde o ano passado, a companhia investe no “Programa de Aplicação Responsável” nos Estados de Mato Grosso e Rondônia, em parceria com especialistas da Unesp e instituições ligadas ao agro, como a Aprosoja.
Um grupo de especialistas visita periodicamente os produtores rurais interessados em participar. Eles recebem orientações sobre o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o descarte correto de embalagens, a redução de impacto ambiental, a análise do clima e o controle das dosagens adequadas para aplicação.
“Fazemos um teste com eles antes e depois do curso, para ver o quanto absorveram das informações. Também voltamos às propriedades para acompanhamento”, diz Valeska de Laquila, coordenadora técnica de sustentabilidade da Dow.
Já a Monsanto investe há seis meses no “Sistema Roundup Ready Plus”. O programa tem o intuito de garantir a eficácia do Roundup Ready, produto desenvolvido pela companhia para o combate de ervas daninhas, por meio de seu uso correto.
A iniciativa leva informação aos produtores sobre cuidados no manejo, boas práticas de produção, mostra a importância da prevenção na lavoura e alerta para a segurança. “Percebemos que mesmo com bons produtos e tecnologia, o manejo ainda era negligenciado, por isso criamos o sistema”, explica Júlio Negreli, gerente de Estratégia da Monsanto e líder da iniciativa de soluções de manejo da empresa no Brasil.
Desde o início, o programa já atendeu mais de 30 mil produtores em todo o País e ofereceu treinamento para mais de cinco mil técnicos que visitam as propriedades. Ele explica que programas como este são fundamentais para a cadeia produtiva, porque seus benefícios se estendem do produtor até o consumidor final, nas cidades. “O uso correto desses produtos garante alimentos saudáveis, livres de doenças e que conservam seus nutrientes”, afirma Negreli.
Na Syngenta, as pesquisas estão voltadas também para a redução dos impactos ambientais e necessidade cada vez menor de produtos. “Desenvolvemos produtos que sejam eficazes, ambientalmente corretos e que não prejudiquem a saúde humana”, diz Luiz Diminnouti, gerente de segurança de produção da empresa. A Syngenta investe na parceria com instituições para a realização de palestras em cursos técnicos e de graduação, explicando sobre o uso correto e a importância dos agroquímicos.


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Descarte de embalagens


Desde 2005, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), criado pelas empresas do setor de agroquímicos, leva orientação e incentivo ao descarte ambientalmente correto de embalagens vazias desses produtos.
A iniciativa conjunta do setor, por meio de campanhas educativas, fez com que o Brasil se tornasse referência mundial na chamada logística reversa de embalagens, recolhendo 90% do total. Desde 2002, 195.938 toneladas dessas embalagens já foram retiradas do campo e reutilizadas para a fabricação de novas embalagens de agroquímicos.


Fonte: http://www.souagro.com.br
Matéria de Juliana Ribeiro

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