Reunião do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) discutiu tratamentos de alto custo e alternativas para reduzir a judicialização

Reunião do Conselho Estratégico do Movimento Empresarial pela Saúde (MES) 02 09 26 (Foto Leudo Lima SESI)
Foto: Leudo Lima / SESI

A ABIFINA participou, no dia 2 de setembro, da reunião do Conselho Estratégico do Movimento Empresarial pela Saúde (MES), realizada em São Paulo. O encontro reuniu representantes do setor produtivo e da área da saúde para discutir os desafios relacionados ao acesso a tratamentos de alta complexidade e à sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Representando a Associação, o presidente executivo da ABIFINA, Andrey Freitas, acompanhou os debates sobre alternativas para ampliar o acesso a novas terapias, especialmente diante do impacto crescente dos medicamentos e tratamentos de alto custo.

Entre os temas apresentados estiveram modelos de custeio compartilhado e iniciativas voltadas à prevenção da judicialização na saúde suplementar. O debate abordou a necessidade de conciliar inovação e incorporação de novas tecnologias com critérios técnicos, segurança para os pacientes e sustentabilidade financeira.

Durante o encontro, também foram apresentados projetos do grupo de trabalho de Modelos Sustentáveis de Saúde Suplementar. Uma das iniciativas busca ampliar a capacidade de prevenção de conflitos entre beneficiários e operadoras, estimulando mecanismos administrativos e soluções consensuais antes da judicialização.

Outra frente analisa diferentes possibilidades de compartilhamento dos custos de tratamentos de alta complexidade. O trabalho parte de 12 modelos de custeio identificados pelo SESI, que estão sendo avaliados quanto à viabilidade e às possibilidades de aplicação.

Sobre esse tema, o presidente-executivo da ABIFINA sugeriu que fosse considerado, entre os modelos propostos para custeio de tratamentos de alta complexidade, a ideia de incorporação pelo SUS.

“A saúde complementar não é um sistema, não tem coordenação central, nem perspectiva sistêmica. Fazer a incorporação e garantir o acesso via SUS permite melhores condições de negociação sobre valores e formas de pagamento, bem como melhor capacidade de seleção de centros especializados para oferta desses tratamentos. Definidas essas condições, a questão financeira pode ser operacionalizada por meio de aperfeiçoamento de um mecanismo já existente, o ressarcimento ao SUS pelas seguradoras e operadoras de planos de saúde”, afirmou.

O Movimento Empresarial pela Saúde (MES) é uma iniciativa do SESI, com apoio da CNI e do SENAI, e reúne atualmente 90 indústrias em torno de soluções para ampliar o acesso, promover a saúde e contribuir para a sustentabilidade do setor.

Com informações da Agência de Notícias da Indústria/CNI.

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