O Instituto Vital Brazil (IVB), laboratório do Governo do Estado do Rio de Janeiro, retomou a fabricação de soros hiperimunes, essenciais no tratamento contra picadas de animais peçonhentos e para soros antitetânicos e antirrábicos. A unidade, uma das mais importantes do País em pesquisa e fabricação nessa área, tem capacidade para produzir 300 mil ampolas por ano, com estimativa de 150 mil em 2026.

“A retomada na produção dos soros hiperimunes representa um marco histórico para a saúde pública, pois reposiciona o Instituto Vital Brazil como um dos principais fornecedores estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). Esse é um investimento de impacto nacional, que beneficia todo o País”, afirma o governador Cláudio Castro.
A produção foi retomada após uma ampla reestruturação e modernização da fábrica de soro. De acordo com o diretor-presidente do IVB, Alexandre Chieppe, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conferiu ao instituto, após inspeção, a autorização que o habilita a produzir soros com qualidade, segurança e eficácia. “Isso é crucial, pois permitirá que o Brasil tenha uma quantidade maior de soros e uma melhor distribuição para o atendimento de acidentes com animais peçonhentos”, garante.
“A retomada da fabricação dos soros hiperimunes representa muito mais do que a volta de uma linha produtiva: é a reafirmação do compromisso histórico do Instituto Vital Brazil com a saúde pública brasileira. Cada frasco produzido traduz o esforço técnico, científico e humano de toda a nossa equipe e reforça a importância estratégica de mantermos a produção nacional desses insumos essenciais para salvar vidas”, completa Camila Braz, diretora industrial do IVB.
O número de acidentes com animais peçonhentos mantém o estado do Rio em alerta. Desde 2022, a rede estadual de saúde registra aumento progressivo de casos, que chegaram a mais de 3 mil em outubro deste ano, quase o total de 2024, com 28 óbitos. Para atender a essa demanda, o IVB mobiliza um processo produtivo complexo e altamente especializado.
Esse ciclo começa com a obtenção de antígenos (venenos, toxina tetânica ou vírus rábico), que são inoculados em cavalos na Fazenda Vital Brazil. Após a produção de anticorpos, o plasma é extraído e enviado ao laboratório em Niterói, onde passa por um rigoroso processo de purificação, estabilização e controle de qualidade antes do envase. O produto final tem validade de três anos.

