Fonte: AeroIN
19/02/25

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) informa que enviará, na próxima semana, ofícios a todos os órgãos de vigilância agrícola e ambiental dos estados, solicitando apoio no combate aos  drones ilegais operando no trato de lavouras.

A medida foi anunciada na quinta-feira (13) pelo diretor-executivo da entidade, Gabriel Colle, em uma reunião virtual com associados que trabalham com aeronaves tripuladas, operadores de drones e membros que contam com as duas ferramentas para atender seus clientes. O encontro foi para apresentar o Plano de Reestruturação da Associação de  Drones à entidade – com uma série de ações para 2025.

Conforme estimativas do Sindag, a maioria dos drones em operação nas lavouras do País não possui sequer o registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O registro é obrigatório tanto para prestadores de serviços quanto para agricultores que operam equipamentos próprios em suas lavouras.

A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal de operadores que atuam sem seguir as regras de segurança ambiental e de proteção às pessoas.

O uso de drones de pulverização é regulado principalmente pelo Mapa e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com o controle também de outros órgãos federais, que exigem, por exemplo, o registro do aparelho, que o operador seja maior de 18 anos, que tenha o Curso para Aplicação Aeroagrícola Remota (Caar) e tenha um responsável técnico Agrônomo ou engenheiro florestal.

A expectativa é de que os Estados (que controlam o uso de agrotóxicos e a proteção ao meio ambiente) estreitem a malha da rede de vigilância sobre a atividade, por exemplo, com forças-tarefa para comparar informações sobre compras de equipamentos com os dados de quem realmente registrou seus drones, além de ir a campo para assegurar o cumprimento da lei nas propriedades rurais, como solicitado pelo Sindag ao Mapa em 2022 e que resultou, em Mato Grosso, em uma força-tarefa entre agentes do Ministério da Agricultura de vários Estados, Ibama e Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT).

Os órgãos miraram especialmente em fazendeiros que operavam aviões agrícolas próprios e também alugavam seus serviços para terceiros (o que é proibido), mas as ações cobriram também desde as empresas de aviação agrícola até o manuseio e depósito de agrotóxicos dentro das propriedades.

OUTRAS FRENTES

Colle ressaltou que o reforço no controle vem sendo conversado ainda com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), para envolver os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Creas).

O diretor operacional do Sindag, Cláudio Júnior Oliveira, que também participou da reunião na quinta-feira, lembrou que a entidade aeroagrícola está articulando com o Ministério da Agricultura a obrigatoriedade das revendas de equipamentos também exigirem (ou mesmo fazerem) o cadastro dos drones agrícolas no ato da venda.

Por parte dos associados presentes no encontro virtual, veio ainda a sugestão de enviar ofícios às cooperativas de crédito que financiam drones para lavouras, para que estas incluam em seus contratos cláusulas exigindo o registro dos aparelhos, para que o órgão financiador não tenha a alienação de um bem que possa estar sendo operado ilegalmente.

O Sindag deve continuar na busca ativa para que mais empresas de drones se associem à entidade, bem como apostando em dar visibilidade no mercado a quem integra o quadro, inclusive com a proposta de criação de um selo de associada. “Lembrando que o primeiro requisito para ser sócio do Sindag é estar com a empresa em dia com a legislação”, destacou Gabriel Colle.

Outras ações anunciadas pelo dirigente na reunião da quinta foram a elaboração de um catálogo de associadas, incentivar a participação das empresas em eventos do agro e criar (nas redes sociais do Sindag) uma série quinzenal com cases de sucesso do setor.

O objetivo é, até o final do ano, aumentar para pelo menos 300 o número de operadores de  drones entre os associados. Atualmente, o Sindag abrange 60 empresa de aeronaves remotamente operadas e 260 associados que operam aviões ou helicópteros agrícolas.

O Sindag foi a primeira entidade de aviação agrícola do planeta a abranger empresas de drones de  pulverização em seu rol de associadas, em 2017, e entre instituições congêneres dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, México, Uruguai e outros países com tradição no setor. O foco foi ajudar a desenvolver o mercado de forma ordenada e contribuir com a regulação da ferramenta – junto com o Mapa e Anac.

Informações do Sindag

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