Fonte: Portal NTC e Logistica
26/02/25

O evento teve como foco a segurança pública e seus impactos no transporte de cargas e passageiros, reunindo autoridades e especialistas para discutir desafios e soluções para o setor.

O presidente da NTC&Logística e da FETRANSCARGA, Eduardo Rebuzzi, participou ontem (18) do 9º Fórum CNT de Debates, promovido pelo Sistema Transporte, em Brasília (DF). O evento teve como foco a segurança pública e seus impactos no transporte de cargas e passageiros, reunindo autoridades e especialistas para discutir desafios e soluções para o setor.

Com a presença do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa; da diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, e do vice-presidente do Transporte Rodoviário de Cargas da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Flávio Benatti, o 9º Fórum CNT de Debates foi prestigiado com a participação de autoridades, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; o senador Laércio Oliveira (PP-SE); o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Oliveira; o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Segurança Pública, Sandro Avelar, e a ex-senadora Kátia Abreu, atualmente integrante do CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária).

O evento teve significativo comparecimento de representantes e lideranças do transporte, incluindo o presidente da NTC&Logística e da Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro – FETRANSCARGA, Eduardo Rebuzzi, e a assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística, Edmara Claudino.

Em sua participação como um dos representantes do setor, Rebuzzi apresentou um documento detalhando os desafios enfrentados pelo Transporte Rodoviário de Cargas, especialmente em relação ao roubo de cargas. Ele ressaltou não se tratar apenas de um problema do setor, mas de uma ameaça à economia nacional, uma vez que o transporte rodoviário é essencial para a logística do país.

O presidente da NTC&Logística destacou que as empresas do setor investem, em média, 14% de sua receita em medidas preventivas, como rastreamento, escolha armada e tecnologia de segurança, mas os prejuízos aumentam ainda mais. Em 2024, foram registradas 10.478 ocorrências de roubo de carga, resultando em perdas estimadas em R$ 1.217 bilhões, um aumento de 21% em relação ao ano anterior.

Entre as propostas apresentadas por Rebuzzi para fortalecer o combate ao crime, destacam-se a cooperação federal dos dados e do planejamento com integração entre todas as polícias; a revisão da aplicação do Decreto 8.614/2015, que regulamenta a Política Nacional de Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, e o aumento das penas para receptadores de mercadorias roubadas. Ele também defendeu o uso de novas tecnologias, como o reconhecimento facial, para ampliar a segurança nas operações de transporte.

“O roubo de cargas não é apenas um desafio para o setor de transporte, mas uma ameaça direta à economia nacional e à segurança da sociedade. Apesar dos altos investimentos das empresas em prevenção, a criminalidade segue evoluindo, exigindo uma resposta firme e estruturada. É essencial uma abordagem integrada e eficaz, combinando ações políticas, inteligência estratégica e tecnologia avançada. No entanto, nenhuma dessas medidas será suficiente sem uma reforma legislativa que suporte as punições para o receptador da carga roubada.

O receptador é uma peça-chave desse esquema de crime e precisa ser penalizado com maior rigor. Se ele continuar operando impunemente, o roubo de cargas jamais será erradicado. É fundamental que as leis sejam mais severas, incluindo a suspensão imediata de CNPJs e CPFs ligados a essas atividades ilícitas e o aumento substancial das penas aplicadas. Sem uma repressão efetiva ao comércio ilegal de mercadorias roubadas, o crime organizado continuará explorando essa prática, colocando em risco motoristas, trabalhadores e empresas.

Precisamos fortalecer a legislação e garantir que a justiça atue com base em normas mais rígidas, garantindo um combate eficiente ao roubo de cargas em todas as frentes. O transporte rodoviário é vital para o país, e proteger essa atividade significa fortalecer toda a cadeia produtiva e proporcionar um ambiente mais seguro e confiável para a sociedade”, afirmou Rebuzzi.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, tema central do evento, prevê mudanças significativas na Constituição Federal, redefinindo competências da União, estados e municípios no combate ao crime. O setor acompanha de perto essa discussão, pois a insegurança em estradas, portos, aeroportos e ferrovias impacta diretamente a eficiência, os custos operacionais e a competitividade do transporte de cargas e passageiros.

O 9º Fórum CNT de Debates, realizado pela CNT e patrocinado pela EcoRodovias, reforça a importância da cooperação entre o setor produtivo e as autoridades para garantir um ambiente mais seguro e eficiente para o transporte no Brasil.

Confira o evento clicando aqui.

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