Fonte: Clique F5
30/07/25

Quarta-feira, 23 de Julho de 2025, 10h:32

Em 2024, o Brasil importou quase US$ 5 bilhões em defensivos agrícolas, e 18,2% desse valor teve origem nos Estados Unidos. A informação é de Artur S. Vasconcelos Barros, Diretor Executivo no Grupo Central Campo, que chama atenção para a dependência estratégica de produtos americanos em um momento de instabilidade nas relações comerciais.

Entre os insumos importados, destacam-se o glifosato técnico e a atrazina técnica, amplamente utilizados nas lavouras brasileiras. No caso da atrazina, 57,8% do valor adquirido veio dos EUA; já o glifosato técnico teve 39,7% de suas importações com origem americana. O cenário se torna mais delicado diante do recente anúncio de tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, o que pode gerar retaliações por parte do Brasil e comprometer o fornecimento desses insumos essenciais.

Embora a China continue sendo o principal fornecedor, com 44,8% de participação nas importações brasileiras, os Estados Unidos ocupam um espaço estratégico e sensível, principalmente no fornecimento de moléculas críticas ao modelo de produção vigente no país.

Segundo Barros, o momento exige atenção redobrada, planejamento e diversificação de riscos. “A imprevisibilidade do comércio internacional nos exige atenção, planejamento e — acima de tudo — diversificação de riscos. Se os ventos mudarem, que estejamos prontos para nos adaptar”, conclui. O alerta é claro: garantir segurança no abastecimento passa por reduzir a vulnerabilidade externa do agronegócio nacional. As informações foram divulgadas em seu perfil no LinkedIn.

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