Fonte: Asmetro
19/02/25

O ASMETRO-SI esteve presente no evento “Economia e Criminalidade: desafios para o crescimento do Brasil”, promovido pelo portal Metrópoles, realizado ontem em Brasília.

O evento reuniu especialistas para debater os impactos do crime organizado na economia e os desafios do combate à falsificação e ao contrabando no país.

O presidente do Inmetro, Márcio André Brito, participou do painel “Follow the Money ao Follow the Product”, destacando o papel do Sistema Inmetro no combate à pirataria e na defesa da sociedade.

Durante sua fala, enfatizou a importância da modernização da legislação do Instituto, para ampliar sua atuação na fiscalização de produtos irregulares nos portos, aeroportos e pontos aduaneiros, colaborando com outras instituições no enfrentamento da entrada de itens que possam comprometer a segurança, a saúde da população e a economia nacional.

Além disso, o presidente anunciou o lançamento da ferramenta “Inmetro na Palma da Mão”, que permitirá aos cidadãos verificar a autenticidade do Selo do Inmetro e auxiliar no combate à falsificação.

A iniciativa reforça a importância da participação da sociedade na identificação de produtos irregulares e na proteção dos consumidores.

A presença do ASMETRO-SI reforça o compromisso do sindicato com a luta por condições adequadas para que o Inmetro exerça plenamente seu papel regulador e fiscalizador, garantindo a proteção do mercado nacional e dos consumidores.

Contrabando, falsificações e pirataria produzem prejuízo de R$ 500 bilhões para a economia brasileira em 2024

O setor audiovisual teve um prejuízo de R$ 4 bilhões. É a pirataria digital de softwares, cursos online, vídeos, músicas e filmes, vendidos sem autorização dos donos.
Brasil perdeu R$ 468 bilhões com comércio ilegal em 2024

Em 2024, o contrabando, as falsificações e a pirataria produziram um prejuízo de meio trilhão de reais para a economia brasileira.

É pelas estradas que quase todo produto falsificado ou contrabandeado é distribuído pelo Brasil. Em 2024, o item apreendido em maior quantidade foi cigarro. Só a Polícia Rodoviária Federal recolheu 58 milhões de maços e mais de 600 mil cigarros eletrônicos – que são proibidos pela Anvisa.

“Por diversas outras rotas, ele vai entrando no território nacional, tanto para abastecer mercados internos, grandes centros, grandes polos urbanos do país, como também para ser importado para outros locais”, diz Allyson Simensato, coordenador-geral de Combate ao Crime da PRF.

O setor da economia mais atingido é o de roupas. O prejuízo foi de R$ 87 bilhões. Em seguida vêm os setores de bebidas alcoólicas, combustíveis, material esportivo, perfumaria e cosméticos, defensivos agrícolas, ouro e TV por assinatura, por exemplo. O setor audiovisual teve um prejuízo de R$ 4 bilhões. É a pirataria digital de softwares, cursos online, vídeos, músicas e filmes, vendidos sem autorização dos donos.

O Fórum Nacional Contra a Pirataria estima que o prejuízo total para a economia brasileira em 2024 foi de R$ 468 bilhões, entre o que fábricas e lojas deixaram de vender e os impostos que não foram recolhidos – mais do que quatro vezes o valor de 2014, quando o levantamento começou.

Segundo o Fórum Nacional Combate à Pirataria, esse crime precisa ser combatido em duas frentes: na demanda, com campanhas para desestimular a compra desses produtos pela população, e na oferta, com a inteligência policial para combater as quadrilhas, que estão se sofisticando.

O presidente do fórum diz que as apreensões de produtos ilegais têm crescido apesar de dificuldades – como o tamanho das fronteiras do país – e que, por isso, é essencial a integração entre as forças policiais.

“Imagina esse dinheiro sendo movimentado pelas empresas legais, o investimento que isso representaria, geração de novos empregos, a inovação que seria intensificada. De outro lado, o consumidor é prejudicado. Esse produto afeta sua saúde, a sua segurança, é um produto que não tem durabilidade porque ele não respeita norma técnica, não respeita nenhum órgão regulador. Perde a indústria, o comércio que pagam impostos, perde o consumidor, perde o erário com a brutal sonegação decorrente e cada vez mais a segurança pública é afetada, porque nós estamos fortalecendo elos criminosos que atuam no nosso país”, afirma Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que intensificou esforços contra o comércio ilegal em parceria com órgãos de fiscalização, forças de segurança e o setor produtivo.

A Receita Federal declarou que tem investido nas estruturas de controle; que, todos os dias, apreende mercadorias nas fronteiras terrestres, portos e aeroportos; e que, só no em 2024, recolheu mais de R$ 3,7 bilhões em produtos ilegais.

Jornal Nacional do dia 12/2/2025 – @ disponível na internet 13/2/2025

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