Eficiência operacional, lançamentos e maior produção local sustentam resultados mesmo com mudança de mix; companhia amplia investimentos em biotecnologia e anticorpos monoclonais

A Blau Farmacêutica, empresa de atuação regional com forte presença na América Latina, líder no segmento hospitalar farmacêutico e pioneira em biotecnologia no Brasil, apresentou os resultados do 4T25 e do ano de 2025 com destaque para o avanço das margens, crescimento de lançamentos e fortalecimento da estrutura financeira. Ao longo do ano, a Companhia registrou Receita Líquida de R$ 1,7 bilhão, impactada por mudanças de mix de produtos e menor ticket médio, mas compensada por ganhos relevantes de eficiência operacional e maior proporção de vendas com produção local. O movimento resultou no crescimento do EBITDA em 11%, com margem de 25%, reforçando a capacidade da Blau de preservar rentabilidade mesmo em um cenário desafiador para algumas moléculas relevantes do portfólio.

“O ano de 2025 demonstrou a resiliência do nosso modelo de negócios. Mesmo diante de mudanças importantes no mix de produtos, conseguimos expandir margens, fortalecer o caixa e seguir investindo em projetos transformacionais que devem sustentar o crescimento da companhia nos próximos anos”, afirma Marcelo Hahn, CEO da Blau Farmacêutica.

Outro destaque foi o fortalecimento da posição financeira da companhia. Em 2025, a Blau voltou a apresentar posição de caixa superior à dívida, atravessando período de juros reais elevadíssimos com saúde financeira e capacidade de investimentos fortalecidos. Investimentos orgânicos recorde de R$ 419 milhões, para suportar retorno ao crescimento e garantir o cronograma dos projetos transformacionais, com destaque para os investimentos em aumento de capacidade produtiva e avanços significativos no projeto do Anticorpos Monoclonais. Dividendos e JCP anunciados no valor recorde de R$ 182 milhões, sendo R$ 82 milhões de JCP e R$ 100 milhões de dividendos extraordinários, e bonificação de 3 ações para cada 10 detidas anunciada em dezembro de 2025 e concluída em janeiro de 2026, com liquidez das ações BLAU3 crescendo após o evento, também marcaram o período.

No período, a Companhia também registrou lucro líquido de R$ 297 milhões, alta de 39% em relação a 2024, beneficiado por efeitos financeiros associados ao desinvestimento da Prothya. Em bases recorrentes, o lucro líquido apresentou crescimento de 7%.

“Os lançamentos ganharam relevância no portfólio e avançaram 18% em 2025, passando a representar 7,5% da receita total da Blau. Além disso, o aumento do volume de vendas do restante do portfólio levou as unidades industriais da Companhia a operarem próximas do limite de capacidade, o que motivou novos investimentos em expansão produtiva que devem começar a gerar impacto a partir de 2026”, destaca Hahn.

Lançamentos impulsionam 4T25

A Blau Farmacêutica registrou receita líquida de R$ 389 milhões, impactada principalmente pelo atraso em uma licitação federal no segmento hospitalar, cuja entrega foi deslocada para o primeiro trimestre de 2026. Mesmo com esse efeito pontual, os lançamentos se destacaram, com crescimento de 52% em relação ao quarto trimestre de 2024, atingindo 10% da receita do período e reforçando o papel estratégico do pipeline de novos produtos para o crescimento da companhia.

O trimestre também marcou a retomada do crescimento do segmento de Varejo, após um período de ajustes na base de comparação ao longo do ano, enquanto o segmento de Estética foi impactado por antecipações de receita ocorridas no trimestre anterior devido à transição comercial do Botulift®.

Mesmo diante da queda pontual da receita, a companhia manteve margem bruta próxima de 40%, refletindo os ganhos estruturais de eficiência produtiva e escala industrial.

Aceleração dos investimentos com início dos estudos clínicos dos Anticorpos Monoclonais (mAbs)

A Blau Farmacêutica também avançou de forma significativa em seu projeto de anticorpos monoclonais (mAbs), considerado um dos pilares estratégicos da companhia para os próximos anos. Em 2025, a empresa recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para o processo produtivo do pembrolizumabe, candidato a biossimilar do Keytruda, um dos medicamentos mais vendidos do mundo no tratamento de diversos tipos de câncer. Conduzido em parceria com o Inventta – Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, o projeto mobilizou mais de 200 especialistas, entre cientistas, pesquisadores clínicos e profissionais de assuntos regulatórios.

“O projeto marca um avanço histórico para a indústria biofarmacêutica nacional: pela primeira vez, uma empresa brasileira domina toda a cadeia de desenvolvimento de um anticorpo monoclonal de alta complexidade, desde o clone celular e o bioprocesso até os estudos clínicos e a produção industrial”, destaca o CEO da Blau Farmacêutica. 

Segundo dados da IQVIA, o mercado endereçável do pembrolizumabe no Brasil é estimado em cerca de R$ 5 bilhões. Somados aos outros três anticorpos monoclonais em desenvolvimento pela companhia, o potencial de mercado chega a aproximadamente R$ 8 bilhões apenas no país.

No cenário global, os quatro medicamentos alvo desses projetos representam um mercado estimado em US$ 55 bilhões, abrindo espaço para a internacionalização da Blau por meio de parcerias estratégicas e exportações.

Retomada do crescimento e aceleração dos investimentos

Para 2026, a Blau Farmacêutica projeta um retorno ao crescimento da receita, sustentado principalmente por três fatores: expansão da capacidade produtiva, aceleração dos lançamentos e novos contratos no canal público. A Companhia ainda prevê a entrada em operação de quatro novas linhas produtivas ao longo do ano, além da ampliação da capacidade de embalagem e turnos industriais, o que deve elevar significativamente o volume de medicamentos produzidos.

“O ciclo de expiração de patentes de medicamentos hospitalares, especialmente anticorpos monoclonais, abre uma oportunidade sem precedentes para empresas focadas em biossimilares. Estamos investindo para capturar esse momento e posicionar a Blau como uma das protagonistas dessa nova fase da biotecnologia”, afirma Hahn.

A empresa também venceu uma nova licitação federal no início de 2026, com melhores condições de preço e volume em relação ao contrato anterior, o que deve trazer maior previsibilidade para o canal público.

Divulgação Blau

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