
A ABIFINA realizou, nos dias 3 e 4 de março, o curso online “Novo Marco Regulatório de Fitoterápicos”, reunindo 123 participantes entre profissionais da indústria farmacêutica e farmoquímica, pesquisadores, consultores e especialistas do setor. O encontro promoveu uma análise aprofundada das novas normas que passam a orientar o desenvolvimento, registro e controle de medicamentos fitoterápicos no Brasil, com foco no Insumo Farmacêutico Ativo Vegetal (IFAV).
A abertura foi conduzida pelo presidente-executivo da ABIFINA, Andrey Freitas, que destacou a relevância das indústrias de química fina e biotecnologia para o desenvolvimento econômico do país e para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

“O novo marco regulatório de fitoterápicos traz um momento importante de atualização para o setor. Nosso objetivo com este curso é contribuir para que empresas e profissionais compreendam esse novo cenário, integrando inovação, conformidade regulatória e o uso sustentável da biodiversidade brasileira”
Andrey Freitas
No primeiro dia, Michel Bastos, da FitoExpert, apresentou uma análise detalhada das principais mudanças trazidas pelo novo marco regulatório da Anvisa.A exposição abordou conceitos técnicos fundamentais, critérios para classificação de extratos e os impactos das novas exigências regulatórias para fabricantes de fitoterápicos e insumos farmacêuticos ativos vegetais.

“O novo marco regulatório busca trazer mais clareza para conceitos técnicos e para a classificação dos extratos, o que tem impacto direto na forma como as empresas desenvolvem e registram produtos fitoterápicos.”
Michel Bastos
O segundo dia contou com apresentações de Ana Claudia Oliveira, coordenadora da Área Biológica – Saúde Humana e Animal e Coordenadora da Área de Propriedade Intelectual da ABIFINA, que abordou aspectos relacionados à proteção da inovação no setor, incluindo requisitos de patenteabilidade, estratégias de proteção de extratos e formulações, além do Marco Regulatório da Biodiversidade e das obrigações relacionadas ao acesso ao patrimônio genético.

“A inovação em fitoterápicos exige uma visão integrada entre propriedade intelectual, regulação e biodiversidade. É nesse ponto que surgem muitas oportunidades, e também desafios, para as empresas.”
Ana Claudia Oliveira
Encerrando a programação, Tatiana Ribeiro, gerente de Assuntos Regulatórios & Relações Governamentais do Grupo Centroflora e Diretora de Biodiversidade e Sustentabilidade da ABIFINA,apresentou iniciativas voltadas à inovação em ativos vegetais, destacando plataformas de pesquisa e desenvolvimento baseadas na biodiversidade brasileira e oportunidades de integração entre academia, indústria e instituições de fomento.

“A biodiversidade brasileira não é apenas uma riqueza natural, é também uma plataforma de inovação. O Brasil já possui ciência, tecnologia e ferramentas para transformar essa biodiversidade em novos insumos farmacêuticos ativos vegetais.”
Tatiana Ribeiro
A iniciativa integra a agenda da ABIFINA de capacitação técnica e promoção do diálogo qualificado sobre temas regulatórios, científicos e de inovação relevantes para o setor de química fina e biotecnologia.
