Presidente-executivo Andrey Freitas representou a entidade ao lado de Fiocruz, OPAS, Butantan e Ministério da Saúde

A ABIFINA participou, no dia 27 de agosto, do Seminário CRIS 2025 – Produção local de vacinas e medicamentos: desafios para equidade em saúde, promovido pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CRIS/Fiocruz). Representada por seu presidente-executivo, Andrey Freitas, a entidade contribuiu com as reflexões ao lado de importantes lideranças da saúde pública nacional e internacional. 

Convidado para substituir o presidente do Conselho Administrativo da ABIFINA, Odilon Costa, ausente por motivo de saúde, Andrey compartilhou o espaço com representantes da Fiocruz, do Instituto Butantan, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do Ministério da Saúde. 

A abertura do evento foi conduzida por Paulo Buss, coordenador do CRIS, que enfatizou os aprendizados deixados pela pandemia quanto à necessidade de ampliar a produção local de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos. “Sem produção local, seguiremos vulneráveis a atrasos e desigualdades como os vividos durante a COVID-19”, afirmou. 

Moderado por Carlos Gadelha, pesquisador e professor titular da Fiocruz, o seminário reforçou o vínculo indissociável entre produção, inovação e equidade. Em sua fala, Gadelha destacou a atuação da ABIFINA: 

“Está aqui o Andrey Freitas, da ABIFINA, presidente-executivo da ABIFINA. […] E o Andrey representa talvez a associação privada brasileira mais comprometida com a produção de insumos farmacêuticos ativos. É muito bom ter a visão aqui do setor privado.” 

O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, também participou do evento, destacando a atuação da instituição na cooperação internacional com países do Sul Global e reforçando o protagonismo da Fiocruz na secretaria da nova coalizão global pela produção local, lançada no âmbito do G20. 

O seminário contou ainda com a presença de Thomas Pipo, coordenador de Medicamentos e Tecnologias em Saúde da OPAS, que trouxe dados regionais sobre a dependência externa e as desigualdades de acesso a tecnologias de saúde. Também participaram Eduardo Jorge Valadares Oliveira, secretário adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTIC), e Jorge Kalil, do Instituto Butantan, entre outros especialistas com reconhecida atuação no fortalecimento da produção regional de insumos essenciais. 

Em sua intervenção, Andrey Freitas reforçou a urgência de políticas industriais estruturantes e coordenadas, e defendeu o protagonismo brasileiro na consolidação de uma base produtiva sólida: 

“O Brasil precisa de gestores públicos inovadores e de um empresariado comprometido com o país. Não há país desenvolvido que não tenha um Estado forte e um setor produtivo dinâmico. É preciso estarmos juntos em torno de um projeto nacional.” 

Já Eduardo Jorge, do Ministério da Saúde, destacou que o Brasil tem uma política de parcerias para o desenvolvimento produtivo que inspira o fortalecimento local e pode contribuir com exemplos concretos para uma nova arquitetura global de saúde, baseada na justiça social e na autonomia produtiva dos países em desenvolvimento. 

A presença da ABIFINA nesse importante fórum reforça seu compromisso com a soberania sanitária, a valorização da produção local e a construção de políticas públicas integradas, que fortaleçam o Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil e na região.

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