Iniciativa do Movimento Empresarial pela Saúde (MES), liderada por SESI, CNI e SENAI, fortalece a agenda do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) 

GT MES Crédito Gilberto Sousa CNI
Foto:  Gilberto Sousa/CNI  

Andrey Freitas, presidente-executivo da ABIFINA, participou, no dia 25 de fevereiro, em Brasília, do lançamento do Grupo de Trabalho (GT) da Cadeia de Valor da Indústria da Saúde, iniciativa do SESI, da CNI e do SENAI, no âmbito do Movimento Empresarial pela Saúde (MES).   

O encontro reuniu executivos das empresas-membro do MES, representantes de ministérios, agências reguladoras e entidades do ecossistema da saúde, consolidando o CEIS como agenda estruturante do desenvolvimento industrial brasileiro. A diretora de Biodiversidade e Sustentabilidade da ABIFINA, Tatiana Ribeiro (Centroflora), também acompanhou o evento, reforçando a importância da bioeconomia e da valorização da biodiversidade brasileira no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. 

GT MES Andrey e Tati
Arquivo ABIFINA

O novo GT passa a integrar a agenda estratégica do movimento com foco no fortalecimento do CEIS, política estruturante que articula desenvolvimento produtivo, inovação tecnológica e sustentabilidade do sistema de saúde.   

Durante o evento, lideranças da indústria e do governo destacaram que o fortalecimento do CEIS exige maior integração entre políticas públicas, base produtiva e inovação tecnológica — diretriz que converge diretamente com a agenda defendida pela ABIFINA.   

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o Brasil possui mercado robusto, base industrial instalada e comunidade científica qualificada, mas que o desafio está em acelerar o desenvolvimento tecnológico, superar entraves regulatórios e coordenar políticas públicas.   

O debate também trouxe à tona temas centrais para o setor representado pela ABIFINA, como: 

  • previsibilidade regulatória e segurança jurídica; 
  • autonomia técnica das agências reguladoras; 
  • redução de vulnerabilidades externas evidenciadas na pandemia; 
  • definição estratégica de segmentos prioritários para fortalecimento produtivo nacional. 

O diretor-adjunto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Diogo Soares, enfatizou a importância de um ambiente regulatório estável para garantir acesso tempestivo a tecnologias inovadoras e preservar a competitividade da indústria — aspecto considerado estruturante para decisões de investimento de longo prazo. 

Para a ABIFINA, a criação do GT reforça a necessidade de um processo estruturado de diálogo entre setor produtivo e poder público, com diagnósticos claros e encaminhamentos objetivos, especialmente em temas como inovação farmacêutica, produção local de insumos estratégicos, fortalecimento da base farmoquímica e integração entre indústria e sistema público de saúde.

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