Presidente executivo da ABIFINA, Andrey Freitas, destaca que o fortalecimento das PDPs e da produção nacional de IFAs é essencial para reduzir a dependência externa e consolidar a indústria farmoquímica brasileira 

Fotos: Ricardo Stuckert / PR

O presidente executivo da ABIFINA, Andrey Freitas, esteve presente no evento “O SUS e a garantia do acesso à saúde”, realizado nesta terça-feira (25), no Palácio do Planalto. A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, da então ministra da Saúde Nísia Trindade, entre outras autoridades, e marcou um novo avanço na estruturação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). 

Durante o evento, o Governo Federal anunciou medidas para fortalecer a produção nacional de insumos estratégicos, incluindo vacinas e medicamentos essenciais para o SUS. Dentre os anúncios, destacam-se a produção em larga escala da primeira vacina 100% nacional contra a dengue, que será produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa WuXi Biologics, dentro do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL) do Ministério da Saúde. A partir de 2026, serão disponibilizadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação conforme a demanda e a capacidade produtiva. O investimento total na parceria é de R$ 1,26 bilhão, no âmbito do Novo PAC, que destina recursos para o Instituto Butantan e outras instituições estratégicas do CEIS. 

Outro anúncio relevante foi a produção nacional da insulina Glargina, dentro do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) do Ministério da Saúde. O IFA será produzido no Complexo Tecnológico em Insumos Estratégicos (CTIE), em Eusébio (CE), de Bio-Manguinhos/Fiocruz, tornando essa a primeira planta produtiva de IFA de insulina da América Latina. Esse projeto fortalecerá a cadeia produtiva do CEIS e incentivará o desenvolvimento regional. A ampliação da fabricação do produto final será feita pela Biomm, empresa que recebeu o registro para a produção da insulina. Por meio do Ministério da Saúde, BNDES e FINEP, a produção poderá atingir 70 milhões de unidades anuais, com o primeiro fornecimento ao SUS previsto para o segundo semestre de 2025. 

Além disso, foram formalizadas parcerias para a produção nacional da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e da vacina contra a gripe aviária (Influenza H5N8). A produção da vacina contra o VSR, fruto da parceria entre o Instituto Butantan e a Pfizer, permitirá a fabricação de até 8 milhões de doses anuais e poderá evitar cerca de 28 mil internações anuais causadas por complicações do vírus. Já a vacina contra a gripe aviária H5N8 representa um avanço para que o Brasil possa responder rapidamente a futuras emergências sanitárias, garantindo um estoque estratégico e capacidade produtiva de 30 milhões de doses por ano. 

Para a ABIFINA, a ampliação da produção nacional de insumos estratégicos é essencial para garantir a segurança sanitária do país e reduzir a dependência de importações. “O fortalecimento das PDPs é fundamental para o desenvolvimento da cadeia farmacêutica nacional, especialmente no setor farmoquímico, que historicamente enfrenta desafios na produção local de IFAs. Essas parcerias permitem não apenas a transferência de tecnologia, mas também a construção de um ambiente mais sólido para a inovação e a competitividade da indústria brasileira”, destaca Andrey Freitas. 

A ABIFINA seguirá acompanhando as políticas e investimentos voltados ao setor, reforçando seu compromisso com a construção de um ambiente favorável à produção nacional e à ampliação do acesso da população a medicamentos e vacinas essenciais. 

Com informações do Ministério da Saúde 

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