Artigo publicado na Revista Química e Derivados, edição nº 679, analisa a integração entre inovação e produção nacional como estratégia para fortalecer a segurança sanitária e tecnológica do Brasil

A Revista Química e Derivados, edição nº679, publicou artigo de Andrey Vilas Boas de Freitas e George Cassim que aborda a relação entre inovação em saúde, produção nacional e segurança sanitária. O texto destaca que, em um cenário marcado por disputas tecnológicas, reorganização das cadeias produtivas e crescente preocupação com a segurança sanitária, inovação e fortalecimento da produção nacional são temas inseparáveis.
Segundo os autores, o objetivo estratégico não deve ser a busca pela autossuficiência plena, mas o fortalecimento gradual e consistente da capacidade produtiva nacional, especialmente em segmentos críticos para a segurança sanitária e tecnológica do país. A pandemia de Covid-19 evidenciou as vulnerabilidades relacionadas à dependência de cadeias globais concentradas e reforçou a importância da produção local de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), vacinas, reagentes e medicamentos.
O artigo defende que o fortalecimento da base produtiva nacional deve ser compreendido como parte integrante da política de inovação em saúde. Para isso, é necessário estruturar um ecossistema capaz de integrar pesquisa, produção industrial, financiamento, regulação e capacidade tecnológica instalada.
Embora o Brasil disponha de instituições científicas, centros de pesquisa, universidades e competências relevantes em áreas estratégicas, os autores apontam desafios para transformar o conhecimento acumulado em capacidade produtiva sustentável e competitiva. A dependência de insumos, tecnologias e fornecedores localizados no exterior limita a autonomia tecnológica e amplia as vulnerabilidades do país diante de instabilidades internacionais e emergências sanitárias.
Por fim, o texto destaca que o fortalecimento da produção nacional de IFAs e a integração entre inovação e indústria são fundamentais para ampliar a resiliência econômica, tecnológica e sanitária do Brasil. Para consolidar essa estratégia, são necessárias políticas de longo prazo, estabilidade institucional e mecanismos permanentes de coordenação entre inovação, indústria e política pública.
A íntegra do artigo pode ser acessada no PDF abaixo ou através do site: https://www.quimica.com.br/ano-lix-no-679/.

