Fonte: G1
17/06/26

Produtos eram vendidos por cerca de um terço do preço de mercado; perícia vai confirmar composição.

Por EPTV 1 — Passos, MG

12/06/2026 16h51 Atualizado 12/06/2026

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a venda de agrotóxicos falsificados após descobrir um laboratório clandestino em um sítio em Passos.

Três suspeitos foram autuados em flagrante vendendo galões falsos por 1.000 reais, valor abaixo dos 3.000 reais cobrados pelo produto original.

Os materiais apreendidos passarão por perícia em Belo Horizonte e os investigados podem responder por crimes contra a saúde pública.

Polícia Civil investiga venda de agrotóxicos falsificados e descobre laboratório

A Polícia Civil investiga um esquema de venda de agrotóxicos falsificados no Sul de Minas e encontrou um laboratório clandestino usado para armazenar e engarrafar os produtos em um sítio de Passos (MG). Três homens foram autuados em flagrante, e dois permanecem presos.

Segundo a polícia, os suspeitos foram localizados após uma denúncia anônima, próximos a um posto de combustíveis na cidade. Eles ofereciam galões de defensivos agrícolas por cerca de R$ 1 mil, enquanto o valor de mercado dos produtos originais gira em torno de R$ 3 mil.

Durante a abordagem, os policiais encontraram galões no carro dos suspeitos. Em buscas no sítio ligado ao grupo, os agentes descobriram o laboratório clandestino, além de veneno para formigas, raticida, rótulos e adesivos falsificados. Dois dos investigados são pai e filho.

A própria fabricante de uma das marcas analisou parte do material apreendido e confirmou indícios de falsificação. Um dos detidos foi liberado, enquanto os outros dois permanecem presos.

De acordo com o delegado Matheus Ponsancini, os suspeitos devem responder inicialmente por crimes contra a saúde pública e contra o meio ambiente, com base na nova Lei dos Agrotóxicos (Lei 14.785).

“Eles estavam comercializando esse tipo de material, o flagrante ficou bem patente com esses elementos”, afirmou.

O delegado destacou que os produtos apreendidos passarão por perícia em Belo Horizonte, responsável por identificar a substância presente nos galões.

“Esse tipo de perícia é feito na capital, em Belo Horizonte, e assim que concluído, esses laudos são remetidos para nós para a juntada nos autos”, explicou.

As investigações continuam e outros materiais recolhidos, como cheques, também serão analisados. A polícia não descarta a abertura de novos inquéritos.

“Há outros elementos de investigação que serão realizados no decorrer da semana […] para o prosseguimento e talvez instauração de outro inquérito policial”, disse o delegado.

Com a conclusão das perícias, os suspeitos poderão ser indiciados e o caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

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