Fonte: Umuarama News
29/04/26

Operação Circe II cumpre mandados em Terra Roxa e Iporã e revela movimentação superior a R$ 30 milhões por grupo criminoso

Por Redação

23 de abril de 2026

A Polícia Federal intensificou o cerco contra o crime organizado na região de fronteira do Paraná ao deflagrar hoje (23), a Operação Circe II. A ação tem como alvo um grupo criminoso suspeito de atuar em um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao contrabando de agrotóxicos provenientes do Paraguai.

Coordenada pela Delegacia da Polícia Federal em Guaíra, a operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Terra Roxa e Iporã, ambos no Noroeste do Estado. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Umuarama e fazem parte de uma investigação que vem revelando uma estrutura sofisticada de ocultação de recursos ilícitos.

De acordo com a PF, o grupo teria criado um sistema articulado para “lavar” o dinheiro obtido com o contrabando, utilizando empresas de fachada e contas bancárias de passagem — mecanismo comum para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores.

As apurações apontam que, ao longo dos últimos anos, a organização movimentou mais de R$ 30 milhões em créditos e débitos, evidenciando a dimensão do esquema. Diversas empresas teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade às transações, mascarando operações ilegais por meio de registros formais.

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis ligados a sete investigados. O valor total das medidas pode chegar a R$ 10 milhões. Entre os bens atingidos estão imóveis residenciais e comerciais, veículos e ativos financeiros, todos suspeitos de terem sido adquiridos com recursos ilícitos.

A ofensiva representa mais um passo no combate ao contrabando de agrotóxicos na região de fronteira, prática que, além de ilegal, representa riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e não descarta novas fases da operação. O objetivo agora é identificar outros possíveis integrantes do esquema e aprofundar a responsabilização criminal dos envolvidos, reforçando o combate às organizações que atuam na economia paralela e desafiam o sistema legal.

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