Fonte: Globo Rural
27/05/26

Por Rafael Walendorff — Brasília

26/05/2026 14h42

O Ministério da Agricultura lançou oficialmente, nesta terça-feira (26/5), o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (Sispa), plataforma que unificará as filas e os procedimentos de pedidos de registros de agrotóxicos no país. A expectativa é que o mecanismo ajude a acelerar e dar mais transparência aos processos.

Durante cerimônia na sede da Pasta, o ministro André de Paula comentou que alguns países que praticam uma agricultura menos competitiva se valem de “subterfúgios” para dificultar a inserção do Brasil no mercado internacional. “Esse sistema dificulta a imposição desse tipo de barreira”, afirmou o ministro. Ele disse que o novo sistema dará mais transparência, eficiência e agilidade ao processo de registro de novos produtos para os agricultores.

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, disse que até então o Ministério da Agricultura, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tinham 12 diferentes sistemas em operação.

“O lançamento do Sispa é o início fático e material do que é a janela única de peticionamento de registros, que traz série de desburocratização e eficiência administrativa”, afirmou no evento.

A criação do sistema foi bancada com US$ 6 milhões transferidos pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), recursos oriundos do contencioso com os Estados Unidos.

O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Márcio Portocarrero, ressaltou que a criação do sistema levou oito anos e gerou muita expectativa nos agricultores que precisam de produtos mais modernos e eficientes, que já estão em uso em outros países.

“O grande desafio que temos é vencer as exigências dos nossos clientes. Nós trabalhamos para o mercado, para atender o mercado nacional e mundial. Precisamos oferece o que o cliente quer. Com o acordo [entre Mercosul e União Europeia], essa régua subiu muito na parte toxicológica e química, e não temos muitas soluções hoje para controle de pragas e doenças em clima tropical diferenciado”, ponderou. Ele ressaltou que o Sispa dará a transparência necessária para o processo de registro dos agrotóxicos usados no Brasil.

Matéria completa

Anterior

Webinar: Tudo o que você sempre quis saber sobre o procedimento de certificação de adequação – inscreva-se já!

Próxima

Os genéricos veterinários finalmente chegaram?