Documento alerta que a identificação do princípio ativo, isoladamente, não comprova segurança, eficácia ou regularidade sanitária e reforça a importância do registro na Anvisa
Doze entidades representativas da indústria farmacêutica instalada no Brasil divulgaram, nesta terça-feira (7), uma nota pública com esclarecimentos técnicos sobre a reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, em 4 de julho, referente à análise laboratorial de produtos contendo tirzepatida comercializados no Paraguai. Entre as signatárias está a ABIFINA.
No documento, as entidades ressaltam que a identificação da presença, concentração ou estrutura molecular do princípio ativo não é suficiente para atestar a segurança, a eficácia ou a qualidade de um medicamento. Segundo a nota, aspectos como impurezas, contaminantes, esterilidade, estabilidade, processo de fabricação e controle de qualidade não foram avaliados no estudo citado pela reportagem e são fundamentais para determinar se um produto pode ser utilizado com segurança.
A nota destaca ainda que uma das amostras analisadas apresentou concentração do princípio ativo 60% superior à informada no rótulo, evidenciando os riscos associados à aquisição de produtos sem controle sanitário e sem garantia de origem.
As entidades também reforçam que a aprovação de um medicamento pela Anvisa envolve uma ampla avaliação da qualidade farmacêutica, segurança, eficácia, inspeção das instalações fabris e monitoramento contínuo dos lotes. Os produtos mencionados na reportagem possuem registro apenas na autoridade sanitária paraguaia e não possuem registro na Anvisa, motivo pelo qual sua comercialização e ingresso no Brasil são proibidos.
Ao final, o documento faz um apelo para que informações relacionadas a medicamentos sejam divulgadas com o devido contexto técnico, reforça a importância da orientação médica e defende a intensificação das ações de combate ao contrabando e à comercialização irregular desses produtos, em defesa da saúde da população brasileira.
A nota é assinada por 12 entidades representativas da indústria farmacêutica brasileira, entre elas a ABIFINA. A íntegra do documento está disponível para consulta abaixo.

