A ABIFINA participou, em 13 de agosto, da primeira reunião do Comitê de Ideação do Centro de Competência dedicado à indústria farmacêutica e farmoquímica. A iniciativa busca estruturar um modelo de formação de profissionais qualificados para atender às demandas de pesquisa, desenvolvimento, inovação e produção do setor. A entidade foi representada por Andrey Freitas, presidente-executivo da ABIFINA, e Fernanda da Costa, coordenadora de Relações Governamentais, Internacionais e da Cadeia Química.
A agenda é um desdobramento dos trabalhos do Grupo de Trabalho da Cadeia de Valor da Indústria da Saúde, no âmbito do Movimento Empresarial pela Saúde (MES), que definiu a qualificação de profissionais para a indústria e os centros de pesquisa como uma das prioridades estratégicas do ciclo 2026-2027.
Durante a reunião, representantes de empresas e instituições discutiram desafios relacionados à formação de talentos para a indústria da saúde, com destaque para a escassez de profissionais em áreas como pesquisa clínica, engenharia industrial aplicada à saúde, gestão de projetos e assuntos regulatórios. Também foi debatida a necessidade de desenvolver competências técnicas e comportamentais mais alinhadas às demandas do setor.
Os participantes destacaram ainda a importância de ampliar a formação de profissionais voltados à pesquisa clínica, atividade que vem registrando crescimento no Brasil, bem como fortalecer a aproximação entre indústria, universidades, centros de pesquisa, conselhos profissionais e instituições públicas.
Outro tema abordado foi a necessidade de ampliar o conhecimento sobre pesquisa clínica entre estudantes e profissionais da saúde, contribuindo para reduzir barreiras de informação e ampliar a disponibilidade de mão de obra qualificada. Nesse contexto, foram discutidas possíveis parcerias com instituições de ensino, programas de pós-graduação, ensino técnico e entidades ligadas à pesquisa e à inovação.
A proposta em construção prevê o mapeamento das competências demandadas pela indústria, o desenvolvimento de trilhas formativas, a criação de mecanismos de certificação profissional e a definição de um modelo de governança e financiamento para os futuros Centros de Competência.

