Com margem bruta de 42,6%, Companhia consolida trajetória de eficiência nos últimos 3 anos e prevê continuidade da tendência no segundo semestre

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A Blau Farmacêutica, empresa de atuação regional, com forte presença na América Latina, líder no segmento hospitalar farmacêutico e pioneira em biotecnologia no Brasil, encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento de receita, expansão das margens e geração de caixa. A receita atingiu R$ 922 milhões e avançou 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, com crescimento em linha com a média dos últimos 3 anos; enquanto, o lucro bruto cresceu 17%, para R$ 392 milhões, e a margem bruta alcançou 42,6% (+2,4 p.p.). A Companhia também gerou R$ 212 milhões de caixa operacional, montante 2,4x maior que o registrado no primeiro semestre de 2025.

O EBITDA recorrente cresceu 12%, alcançando R$ 230 milhões, com margem de 24,9%, alta de 0,4 ponto percentual. Já o lucro líquido recorrente de R$ 107 milhões foi impactado pela variação cambial no período. Excluído esse efeito, o indicador apresentou crescimento de 18% na comparação anual.

“Os resultados do primeiro semestre mostram uma Blau mais eficiente e preparada para capturar as oportunidades que construímos nos últimos anos. Crescemos receita, avançamos em rentabilidade e voltamos a converter esse desempenho em uma geração relevante de caixa, mantendo uma estrutura financeira sólida. E o segundo semestre tem potencial para ser ainda melhor com potencial aceleração da receita por causa do início da operação das novas linhas de produção, uma maior quantidade de lançamentos; e, após um desempenho muito positivo nos custos, a próxima alavanca de margem EBITDA deve ser a otimização de despesas sobre a receita”, afirma Marcelo Hahn, CEO Blau Farmacêutica.

No segundo trimestre de 2026, apesar do crescimento menor em relação ao 1º trimestre (+5% vs. +17% respectivamente), explicado pela sazonalidade das entregas no canal público, a Companhia acelerou crescimento no mercado privado, apresentou melhores margens, otimizou o capital de giro e gerou mais caixa.

A margem bruta alcançou 43,6% no 2T26, crescendo tanto em relação ao 1T26 (41,4%) quanto ao 2T25 (40,3%). A margem EBITDA recorrente atingiu 25,9% no 2T26, crescendo sequencialmente em relação aos 23,9% do 1T26. Lucro líquido recorrente, por sua vez, atingiu R$ 71 milhões, acima dos R$ 36 milhões do 1T26 e R$ 63 milhões do 1T25.

Além dessas otimizações no resultado, a geração de caixa operacional cresceu quase 6x na comparação anual, avançando de R$ 32 milhões no 2T25 para R$186 milhões no 2T26. Essa melhoria resultou em redução sequencial de R$ 49 milhões da dívida líquida, de -R$ 15 milhões no 1T26 para -R$64 milhões no 2T26, fortalecendo ainda mais a posição superior de caixa em relação a dívida da Blau.

Trajetória de expansão

O desempenho mantém a trajetória de evolução dos resultados observada nos últimos três anos. Nesse período, a receita da Blau Farmacêutica cresceu, em média, 10% ao ano, enquanto a margem bruta avançou 2,3 pontos percentuais por ano e a margem EBITDA recorrente, 2 pontos percentuais anuais.

“Infelizmente, o desempenho da ação não acompanhou as melhorias realizadas nos últimos anos, principalmente pelas condições macro e de mercado. Olhando para frente, o cenário para a Blau tem potencial de ser muito mais otimista”, destaca Hahn.

A margem bruta foi um dos principais destaques do semestre e manteve a tendência positiva dos últimos três anos, beneficiada por ganhos de eficiência nas fábricas, maior diluição de custos fixos e condições mais favoráveis de câmbio e mix de vendas. A Companhia ainda vê espaço para continuar melhorando a margem bruta no médio prazo, enquanto no curto prazo a prioridade é impulsionar a alavancagem operacional, com as receitas crescendo mais do que as despesas.

Já no capital de giro, houve mais uma melhora sequencial nos estoques. “Esperamos que a otimização continue no 2º semestre, principalmente com o início da venda dos produtos que já estão em estoque das novas linhas de produção e busca por maior eficiência nos processos. Os recebíveis de clientes têm uma sazonalidade negativa no 2º trimestre, então é natural que melhorem nos próximos trimestres, ainda que a situação macro continue desafiadora. O financiamento de fornecedores normalizou no 2º trimestre, após uma redução estratégica no 1º trimestre para aproveitar um câmbio mais favorável”, pontua o CEO da Blau Farmacêutica. 

A melhora dos indicadores financeiros ocorre paralelamente à preparação para um ciclo de transformação da Blau Farmacêutica. Nos últimos três anos, a Companhia investiu aproximadamente R$ 1 bilhão na ampliação da capacidade produtiva, diferenciação do portfólio e desenvolvimento de novos medicamentos.

Entre os avanços do período estão a aquisição, integração e captura de sinergias do Laboratório Bergamo; a otimização das fábricas, que alcançaram recordes de volume produzido; a expansão da atuação para nove países, com exportações para mais de 20 mercados; e lançamentos que adicionaram mais de R$ 1,5 bilhão ao mercado endereçável da companhia.

“No primeiro semestre de 2026, os investimentos ficaram abaixo do mesmo período do ano anterior, refletindo maior seletividade diante do cenário macroeconômico. Também houve uma mudança em sua composição. Enquanto em 2025 os recursos foram direcionados principalmente ao imobilizado, com a construção das novas linhas e aquisição de equipamentos para a produção do pembrolizumabe (biossimilar da Blau do medicamento mais vendido no mundo no ano passado – Keytruda®), neste ano os investimentos em ativos intangíveis ganharam maior participação. Somado a isso, temos também o avanço dos outros três anticorpos monoclonais e dos demais medicamentos que compõem o pipeline de lançamentos”, reforça Hahn.

Compromissos do plano estratégico

Prover acesso para a população brasileira e global aos quatro anticorpos monoclonais em desenvolvimento estão entre os projetos centrais do planejamento da Companhia. A Blau Farmacêutica considera essa classe de medicamentos uma das principais oportunidades do segmento hospitalar farmacêutico, com potencial de transformação comparável ao observado com as canetas para tratamento da obesidade no mercado farmacêutico de varejo.

A estratégia prevê aumento da soberania tecnológica nacional, com produção local e comercialização global dos quatro anticorpos monoclonais, incluindo expansão da capacidade de produção de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e medicamentos biológicos acabados no Brasil, intensificando os investimentos em produtos de maior diferenciação e potencial de margem.

“A solidez do balanço nos permite atravessar um cenário macroeconômico mais difícil sem interromper os investimentos que consideramos essenciais para o futuro. Seguimos com caixa líquido e capacidade para investir, mas com disciplina e foco nos projetos que apresentam a melhor relação entre risco e retorno no longo prazo”, conclui Hahn.

Com a evolução do pipeline, a Blau Farmacêutica estima que seu mercado endereçável no segmento hospitalar possa dobrar nos próximos três anos. A estratégia dos próximos anos inclui ainda ganhos adicionais de eficiência e alavancagem operacional, aumento de capacidade produtiva para acompanhar o crescimento de mercado, novas parcerias e expansão internacional.

Divulgação Blau

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