Entidades que representam a cadeia farmacêutica, manifestaram preocupações relacionadas à manipulação desses medicamentos e defenderam medidas para reforçar a segurança dos pacientes e a proteção da saúde pública 

Alexandre Padilha Foto Gustavo Bezerra
Foto: Gustavo Bezerra

O presidente-executivo da ABIFINA, Andrey Vilas Boas de Freitas, participou nesta quinta-feira (6), em Brasília, de audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado de representantes de entidades do setor farmacêutico. O encontro teve como pauta os riscos sanitários relacionados à manipulação de medicamentos agonistas e co-agonistas de GLP-1 e GIP e os temas regulatórios atualmente em discussão na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Durante a reunião, as entidades apresentaram posicionamento conjunto no qual reconhecem os avanços para ampliar o acesso da população a terapias inovadoras destinadas ao tratamento da obesidade, do diabetes e de outras condições crônicas, mas ressaltam a necessidade de que essa expansão ocorra sob rigorosos padrões de qualidade, segurança, eficácia e rastreabilidade.  

Entre os principais pontos apresentados estão as preocupações relacionadas à manipulação magistral de moléculas de elevada complexidade tecnológica. O documento destaca aspectos como riscos de contaminação microbiológica, erros de dose, controle de impurezas e potência, rastreabilidade dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e farmacovigilância.  

As entidades defendem como medida prioritária a vedação da manipulação magistral de agonistas e co-agonistas de GLP-1 e GIP. Caso a atividade seja mantida, propõem a adoção de salvaguardas regulatórias mais robustas, de forma a assegurar padrões adequados de segurança e proteção aos pacientes.  

O posicionamento apresentado ao Ministério da Saúde dá continuidade à atuação conjunta do setor junto à Anvisa. Em manifestação anterior encaminhada à Diretoria Colegiada da Agência, as entidades já haviam defendido o aprimoramento da regulamentação aplicável à importação, qualificação de fornecedores e controle de qualidade dos IFAs destinados à manipulação magistral.  

Entre as medidas propostas estão critérios regulatórios convergentes para IFAs sintéticos, semissintéticos e biotecnológicos, reforço da avaliação técnica dos dossiês dos insumos, maior controle sobre sua importação e rastreabilidade e restrições ao fornecimento de preparações magistrais a estabelecimentos intermediários.  

Para a ABIFINA e as demais entidades, a discussão deve conciliar a ampliação do acesso aos tratamentos com a proteção da saúde pública, garantindo que os medicamentos disponibilizados aos pacientes atendam aos requisitos de qualidade, segurança e eficácia e estejam inseridos em um ambiente regulatório robusto e baseado em evidências científicas.  

O documento entregue ao ministro foi subscrito, além da ABIFINA, por ACESSA, ALANAC, Grupo FarmaBrasil, Interfarma, PróGenéricos, Sindifargo e Sindusfarma.  

ABIFINA participa do Access Forum Latam 2026 
Anterior

ABIFINA participa do Access Forum Latam 2026 

Próxima

ABIFINA participa da Fi South America, em São Paulo 

ABIFINA participa da Fi South America, em São Paulo