Fonte: Governo do Paraná
28/01/26

Um relatório do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social das Fronteiras (Idesf) revela que 25% dos defensivos agrícolas comercializados no Brasil têm origem ilegal. O uso de defensores agrícolas adulterados por produtores rurais é um grande problema de impacto social e econômico, com riscos à saúde, ao meio ambiente e à segurança alimentar.

Diante desse cenário, pesquisadores do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Ressonância Magnética Nuclear atuam para reverter essa realidade, oferecendo testes gratuitos de autenticidade — metodologia já aplicada com sucesso na identificação de metanol em bebidas — também voltada ao controle de qualidade de defensivos agrícolas.

A dimensão do problema é confirmada por dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF): em 2025, o Paraná registrou um aumento de 257% nas apreensões de agrotóxicos ilegais. Até outubro, foram apreendidas 9 toneladas desses produtos, número muito superior às 3,5 toneladas registradas em todo o ano de 2024.

“Com os testes garantimos mais qualidade e produtos livres de substâncias tóxicas para a sociedade. A ressonância magnética nuclear pode ser utilizada para garantir segurança de que estão chegando à sua mesa, prateleira do supermercado ou à feira, produtos dentro das especificações e critérios aprovados em termos de segurança”, explica o pesquisador do NAPI e professor do Departamento de Química da UEL, Fernando Cesar de Macedo Júnior.

Fomentado pela Fundação Araucária, o NAPI Ressonância Magnética Nuclear atua de forma integrada com órgãos de controle, vigilância sanitária e forças de segurança, oferecendo análises que garantem a autenticidade, pureza e qualidade de produtos como alimentos, bebidas, defensivos agrícolas e medicamentos.

Os pesquisadores contam com um laboratório moderno, onde um equipamento de ressonância magnética nuclear desenvolve pesquisas com resultados imediatos que garantem autenticidade e qualidade dos defensivos agrícolas.

“Além de atendermos órgãos de controle, vigilância sanitária e forças de segurança, este serviço é gratuito e aberto aos produtores agrícolas e à população”, ressalta o professor.

O uso de defensivos agrícolas adulterados causa sérios impactos à saúde e prejuízos aos produtores como a perda de produtividade, má qualidade da colheita, fitotoxicidade (danos à planta), prejuízos financeiros e risco de penalidades criminais. Para o meio ambiente causa a contaminação do solo, água, riscos à saúde humana e animal, e desregulação de ecossistemas. O mercado ilegal representa cerca de um quarto do mercado nacional, gerando prejuízos bilionários ao agronegócio. 

Órgãos como o Ministério da Agricultura (Mapa) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizam operações para apreender produtos ilegais, combatendo o contrabando e a falsificação, que são crimes graves. 

Os testes devem ser agendados com antecedência pelo telefone (43) 3371-5450 ou pelo e-mail [email protected]. O laboratório de Ressonância Magnética Nuclear da UEL funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 17h.

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