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ACONTECE NA ABIFINA

Igor Calvet, da Sepec/ME, apresenta novos rumos para a economia brasileira, em reunião do Conselho da ABIFINA (29/03/2019)

Antonio Bezerra, presidente-executivo, Sergio Frangioni, presidente do Conselho Administrativo e Igor Calvet, secretário da Sepec/ME
Foto: Diogo Pereira

Igor Calvet, secretário Especial Adjunto da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), órgão ligado ao Ministério da Economia (ME), iniciou sua participação na primeira reunião de 2019 do Conselho Administrativo da ABIFINA, realizada na última quinta-feira (28/03), na sede da entidade,informando aos presentes que algumas das prioridades do novo governo, que está prestes a completar 100 dias, são a redução da burocracia para empreendedores e uma aproximação maior com as principais lideranças empresariais do País. “Já existe uma relação histórica entre o empresariado e o Poder Executivo”, afirmou o secretário, que também defendeu mais diálogo entre a indústria e o Poder Legislativo. “É essencial que os empresários tenham maior interlocução com o Congresso Nacional. Com os parlamentares, temas como as agências reguladoras e a isenção de barreiras podem ser discutidos amplamente”, completou.

Reforma e controle de gastos

As crises econômica e política dos dois últimos governos afetaram o crescimento do País e a produtividade das empresas. Para Calvet, dois elementos são necessários para que o Brasil retome a trajetória de crescimento: controle de gastos e aprovação da reforma da Previdência. “Ainda estamos muito defasados em termos de competitividade. Nos últimos anos, com a alta taxa dos juros e o encolhimento da economia, perdemos muito espaço nos setores produtivo e industrial. Com as reformas trabalhista e da Previdência, o Estado poderá desburocratizar a relação com o cidadão e com as empresas”, defendeu.

Segundo o secretário adjunto da Sepec, a diminuição do peso do Estado proporcionará mais liberdade para os empresários negociarem e trabalharem. “Há distorções, muitas vezes impostas por governos, que impedem o desenvolvimento da indústria. Com a reforma da Previdência e o corte nos gastos públicos, os empreendedores poderão trabalhar sem a onipresença do Estado. As decisões serão mais rápidas e a produtividade e a competitividade tendem a aumentar”, complementou Calvet.

Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo

Ao falar especificamente das indústrias farmacêutica e farmoquímica, segmentos que considera vetores fundamentais do desenvolvimento do Brasil, Calvet defendeu o aprimoramento das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que visam ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do fortalecimento do complexo industrial da saúde. “Temos que fazer investimentos em educação e tecnologia para aumentar a produtividade. O Brasil precisa de políticas contínuas”, frisou Calvet, assegurando, ainda, que o atual governo acompanha de perto todas as ações e programas do Ministério da Saúde.

A concorrência desleal, causada principalmente pela compra de medicamentos sem registro na Anvisa, feita pelo Ministério da Saúde, também não ficou sem a opinião de Calvet. De acordo com os presentes, a indústria ainda teria dificuldade em se aproximar do Ministério, o que facilitaria a aproximação e a negociação com empresas não legalizadas. Sobre o assunto, o secretário alegou que a Anvisa está corrigindo antigos problemas e agora trabalha em um processo de qualificação de fornecedores. “O Ministério da Economia e a Anvisa são a favor das boas práticas regulatórias. O objetivo é impedir a má regulação dentro do setor privado”, informou.

Outro tema debatido foi a necessidade de se aumentar a inserção brasileira no mercado internacional. Segundo Calvet, mesmo preocupado em fortalecer a indústria nacional, o novo governo tem como meta abrir diversas frentes de negociação com blocos comerciais e também outros países. Para isso, explica, será preciso reduzir tarifas. “No Brasil, as alíquotas para importação são maiores que a média mundial. Somos um dos países com menor número de acordos comerciais. Temos que mudar essa situação”, disse.

Aproximação à vista

As ideias de aumento da competitividade e da produtividade expostas por Igor Calvet causaram boa impressão a todos os presentes na primeira reunião do Conselho Administrativo da ABIFINA. Para Antonio Carlos Bezerra, presidente-executivo da entidade, a coesão e a clareza na apresentação do secretário adjunto da Sepec trazem boas perspectivas de uma relação mais próxima entre o atual governo e as indústrias farmacêutica e farmoquímica. “Estamos alinhados com os mesmos ideais de aumento da produtividade e da competitividade. E também percebemos que há uma sensibilização da Sepec aos nossos pleitos”, declarou.

Já para Sérgio Frangioni, presidente do Conselho Administrativo da entidade, a experiência de Igor Calvet no setor farmacêutico é um ponto positivo. “Ter um secretário com história e conhecimento do setor pode facilitar o diálogo com o governo”, apostou. Na mesma linha, Nelson Brasil de Oliveira, vice-presidente de Planejamento Estratégico da ABIFINA, acredita que uma aproximação maior entre indústria e o governo trará bons frutos. “Se a indústria e o setor de serviços estiverem fortes, mais empregos serão gerados. Um governo que quer tirar o País da crise e voltar para a trajetória do crescimento deve focar na parceria com o empresariado”, concluiu.

Acesse aqui a apresentação feita por Igor Calvet.

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